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sábado, 3 de maio de 2008

Acampar no frio sem virar picolé?

Acampar no inverno, nas frias regiões de montanha, é uma preferência entre muitos campistas, inclusive meu colega, campista e blogueiro Alexandre está planejando acampar no sul do pais bem no inverno, deve estar maluco... Mas, para que se curta este prazer, é preciso estar equipado contra o frio. Antes de armar a barraca, faça uma base com jornais ou plástico bolha em baixo da barraca. Utilize de preferência barracas do tipo iglu com teto duplo e que cubram completamente toda a barraca. De preferência aos sacos de dormir.

O site Acamp da uma dica da qual eu já mais tinha visto, "nós que gostamos de acampar com muito frio, desenvolvemos a opção de utilizar uma barraca menor armada no interior de uma maior", e outra dica "uma dica que descobrimos por acaso: Utilize um lençol por cima de todas as cobertas. Experimente!"

Não subestime o inverno e leve roupas adequadas para o clima e acessórios como luvas e gorros de lã. Um grande prazer, é a noite preparar um fondue de queijo ou chocolate. Convide os seus vizinhos.

Tomando todos os cuidados é plenamente possível acampar no frio e digo mais, a idéia da barraca dentro da outra pode até ajudar, mas não acho necessária. Tendo uma barraca de qualidade com boa resistência a chuva (já que o sereno vai molhar a barraca tanto como uma chuva) da para curtir legal, mas leve sempre alguma roupa e cobertor extra e deixe se possível no carro, assim caso entre agua em sua barraca e molhe algumas peças terá como substitui-las sem passar frio.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Diários de viagem. Acapando na Serra do Japi.


O campista e aventureiro Elias relatou como foi sua primeira expedição na Serra do Japi para o site Webventure, confira aqui como foi essa experiência.

A Serra do Japi foi a minha primeira experiência com acampamento. Em 1998 eu e um amigo, Rodrigo Bonaparte ,resolvemos ir acampar. Compramos sacos de dormir, kit-panelas, lanterna e a barraca Iglu peguei do meu irmão. Faltava só o local. Lembrei do sítio do meu tio, no qual eu não ia há uns 10 anos.O sítio fica em Cabreúva (SP), ao lado da Serra. Inclusive uma parte do sítio cobre a Serra. Então seria este o local ideal, pois estaríamos em um dos picos da Serra do Japi e, em propriedade do meu tio, poderíamos então acampar sem problemas. A sede do sítio fica na parte baixa e a parte alta é utilizada como pasto para o gado.Bem, como estávamos em propriedade particular, não precisamos de muita burocracia e poderíamos acampar e fazer uma fogueira, lógico que tomando todas as precauções necessárias para não colocar fogo na mata. Como minha primeira experiência, a Serra do Japi foi uma mãe, aquela que diz "cuidado, você ainda é uma criança". E isso é totalmente a verdade, pois cometemos muitos erros e um deles foi a falta de planejamento. Achávamos que só porque tínhamos comida e barraca o resto não importava mais.Tomamos decisões arriscadas de última hora. Chegamos no sítio às 16h e o planejado era pernoitar na sede do sítio e ao amanhecer atacar o cume da montanha, descansados e alimentados. Além de tudo, teríamos toda a luz do dia para achar as trilhas certas. Então, decidimos atacar o cume já naquele momento, pois assim teríamos uma noite a mais na montanha. Enrascada - Resolvemos arriscar, mas partimos por volta das 17h e tínhamos menos que uma hora de luz. Quando chegamos ao pé da montanha já estava escuro e conseguíamos ver o topo, mas a trilha havia sumido. A falta de experiência em achar trilhas nos fez decidir em subir a montanha em linha reta, direto até o pico. Estávamos com mochilas em torno de 15 kg cada um e fazer uma subida assim seria muito desgastante, mas só desta maneira teríamos certeza que não erraríamos o alvo.Após duas horas de uma desgastante subida, alcançamos o topo. Teríamos que armar a barraca em plena escuridão, sem prática nenhuma e sem preparar o terreno, pois estávamos muito cansados e queríamos apenas dormir. Também não iríamos conseguir cozinhar, pois não estávamos achando lenha para a fogueira. A saída foi comermos um pouco de bolacha recheada que restava e, já que a água havia terminado, o único líquido que tínhamos era uma garrafa de vinho que havíamos levado, pois era maio e na Serra faz muito frio. Imagina comendo doce com vinho, aquilo era melhor do que sonífero.Mas esse sonífero só funcionou para o Rodrigo, que dormiu que nem uma pedra, enquanto eu varei a noite de olhos arregalados, pois a minha adrenalina estava tão alta quanto eu. A cada meia hora abria a janela para ver como estava o tempo, pois estava ventando tanto que se nós não estivéssemos dentro da barraca ela já teria voado longe.

Ao amanhecer, às 5h45 (lógico que eu estava acordado) foi que tivemos a recompensa de toda aquela noite de sacrifícios. Quando eu vi que havia clareado, resolvi abrir a janela pela milésima vez. Não estava entendendo o que estava vendo, pois estava tudo meio branco lá fora. Resolvi sair para conferir. Estava ventando muito e a temperatura devia estar por volta de 6° C, mas isso não foi o suficiente para me impedir de fazer algumas fotos daquele momento único. Não estávamos conseguindo ver o sítio, pois a neblina encobriu tudo lá embaixo. Simplesmente foi um amanhecer maravilhoso.No total, acompanhamos o sol nascer três vezes na montanha, mas nenhum outro dia foi assim. Nos outros dias o céu amanheceu completamente limpo. Foi então que demos o valor pela decisão que tivemos de subir a montanha naquele dia. Foi uma decisão errada, mas com uma gratificação maravilhosa.O pôr-do-sol foi igualmente lindo, e também somente neste dia, pois nos outros dias o céu esteve nublado. Uma lição para um fotógrafo de natureza é que não existe um dia igual ao outro. Se de repente você se deparar com uma imagem bonita, não pense que amanhã você encontrará a mesma situação. Não perca tempo e registre o momento. Existem também algumas imagens que para retratá-las precisamos analisar o melhor momento do dia que, melhor dizendo, seria a melhor luz do dia.Um exemplo real disso é que após revelar estas fotos, tive algumas idéias diferentes de composição para o pôr-do-sol e para o amanhecer sobre as nuvens. Resolvi retornar dois meses depois, mas é lógico que uma outra investida dessas leva tempo, planejamento e dinheiro. O resultado foi que em todo pôr-do-sol o céu estava nublado e em todo amanhecer não havia neblina, e o planejado que era acampar três dias também não foi possível, pois o tempo piorou e havia ameaça de tempestade. A solução foi levantar acampamento e retornar para casa, com mais uma lição de vida.

Fonte, clique aqui.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Camping urbano, será?


A algum tempo atraz me lembro de uma pessoa no orkut que queria uma barraca boa. Mas não bastava ser boa para o campismo, tinha que ser boa para morar. Parece que tinha brigado com os pais e queria sair de casa e tal...Vale lembrar que as barracas tradicionais de camping sofrem com a exposição prolongada ao tempo. Segundo os fabricantes as barracas devem permanecer montadas por no máximo quinze dias para que sua estrutura não se deforme.
Obs: Para que a lona azul na barraca da direita se ela está em baixo da ponte?

Por isso que acampamos...

Um lugar lindo, aquele frio da montanhas, uma garrafa de um bom vinho, uma boa companhia...

Dicas para acampamentos (Portal IG - 29/04/2008)

Como fazer da sua viagem como campista a melhor das recordações? Simples. Siga dicas básicas e bom passeio!

Acampar pode ser uma experiência maravilhosa, mas como tudo na vida há dicas e passos a serem seguidos. Tudo para que sua viagem não se transforme em uma recordação desastrosa.

Para começar, é preciso comprar os equipamentos básicos necessários: a barraca, obviamente, e cantis, lanternas, sacos de dormir, canivetes suíços, produtos de higiene pessoal, kit de primeiros socorros, pratos, talheres, panelas, panos para limpeza e cordas. Além desses objetos, fundamentais para o mínimo de conforto, é preciso ter em mãos sal e açúcar, por exemplo.

Uma dica boa é fazer uma lista do que você costuma usar com freqüência no seu dia-a-dia. Daí o que for realmente essencial pode e deve ser levado no acampamento, desde que não seja algo que vá ocupar bastante espaço e ter pouca utilidade.

Para escolher a barraca, leve em consideração o material e a capacidade, dependendo do número de pessoas que provavelmente vai acompanhar você nos acampamentos. Sempre calcule que dentro da barraca, além das pessoas, será preciso guardar os objetos.

Sempre teste todos os equipamentos antes da viagem. Não deixe para testar na hora de acampar, para evitar surpresas desagradáveis. Até mesmo a barraca deve ser montada uma vez antes, nem que seja no meio da sala ou no quarto, para que você calcule quanto tempo leva para montar e se está tudo certo com ela (varetas, amarras, espeques e coberturas devem estar em perfeitas condições).

O acampamento

Para montar a sua barraca, sempre tenha certeza que está acampando em local permitido. Além disso, a área deve ser plana, arejada e limpa. O local não pode ser caminho de águas, ou seja, quando chover, as águas não podem escorrer na direção da sua barraca. Por isso, o ideal é procurar campings (veja dicas abaixo), que já têm estrutura, áreas protegidas do sol e água potável.

Na hora de montar a barraca, outra dica preciosa é estender uma lona no chão, porque ela vai proteger o piso contra objetos cortantes, raízes, pedras e até animais.

Uma lona clara pode, ainda, ser colocada também sobre a barraca. Isso poderá aumentar a vida útil da barraca, especialmente as de modelo iglu. Mas não se esqueça: fogareiro e botijão devem ficar longe das lonas.

Onde acampar

Arraial d´Ajuda (BA)
Camping do Caju
R$ 14 por pessoa (pernoite). Pacote de seis dias: R$ 80 por pessoa.

Itaipava (ES)
Camping Itaipava
R$ 12 por pessoa.

Pirenópolis (GO)
Cachoeira do Rosário
R$ 70 por dia. Entrada com pernoite, café da roça, almoço, sopa, guia para os passeios e chá da tarde.

Ubatuba (SP)
Itaguá Camping
R$ 20 por pessoa.

Virgínia (MG)
Pousada e Camping Maeda - (19) 3252-6834
Preços para duas pessoas: de R$ 50 a R$ 100. Serve refeições.

Fonte: Clique aqui.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sombra é bom, menos a de um coqueiro...(Tópico atualizado - 20/12 / 00h15).



Sombra sempre é bom. Mas cuidado com a árvore que fará essa sombra.
Vai tomar uma "cocada" na cabeça a noite, ou então uma folha cai em cima da barraca e a rasga, ai vc acha que esta com azar?
O cara da foto da o exemplo do que não fazer.

Muito bem lembrado pelo campista Alexandre. Na foto se vê uma garrafa pet jogada para fora da barraca. Um enorme desrespeito com a natureza. Espero que quando o campista da foto foi embora, tenha jogado o lixo no lugar certo.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Como escolher um local para acampar?

Area de camping. Camping das Pedras, Itú-SP.


Muitos parques nacionais já possuem locais determinados para acampamento, mesmo aqueles dito selvagem (que não possuem nenhuma estrutura como banheiro e água encanada). Se informe onde eles estão localizados e respeite-os.

Quando não existir um local previamente determinado, procure um que seja relativamente plano, não tão exposto a ventos, raios etc, como as arestas e cumes, e com chão que permita o uso dos specks (chão de pedras são os piores, mas podem servir se você, ao invés dos specks, utilizar pedras amarradas nas fitas estabilizadoras). Para quem não sabe, specks são aqueles ganchinhos utilizados para prender a barraca ao chão.

Esteja relativamente próximo a um curso de água, para poder cozinhar à noite e pela manhã. Caso isto não seja possível, certifique-se de que tem água suficiente na mochila. Para isso, um bom planejamento é fundamental, levando na mochila recipientes coletores de água como garrafas vazias e cantis. De nada adiantará uma decisão de última hora, quando você não terá
como acondicionar toda a água necessária para a sua sobrevivência. Lembre-se: a sede é muito mais grave que a fome!

Ao definir um local para acampamento, tenha em mente algumas regrinhas básicas de mínimo impacto: "Não deixe rastros" procure não deixar indícios da sua passagem pelas montanhas e, se possível, leve isto às últimas conseqüências... Assim, tudo o que você levou, traga de volta! Não deixe de trazer inclusive as cascas de frutas e papel higiênico usado, pois eles também poluem, inclusive visualmente mesmo sendo biodegradável. Além do mais, no caso das frutas, você poderá estar introduzindo espécies que não pertencem ao ecossistema por onde você está passando. Trate a água que for beber. Enterre as fezes a pelo menos 15 cm do chão e a mais de 40 metros de um curso d'água. Não faça muito barulho e respeite a lei do silêncio nos acampamentos. Se alguém não tem experiência no grupo, seja responsável também pela formação desta pessoa, ensinando-a regras de ética e boa conduta no mato.

Independe o terreno e as condições climáticas que se está, ao montar a barraca o faça como se fosse morar nela por um mês, mesmo que seja por apenas uma noite. Ventos e tempestades chegam de surpresa e melhor surpreendê-los com uma casa bem armada, que ser surpreendido por eles, vendo a casa voar e/ou rasgar em um piscar de olhos...

Monte a barraca com a porta de costas para o vento predominante. No Brasil, na maior parte das vezes, ele também vem do sul ou sudoeste, quando carrega a frente fria com ele. Ventos de leste costumam ser prenúncio de chuvas de verão no sudeste brasileiro e também podem chegar forte. Este item é fundamental em casos extremos, ou seja, ao se acampar em lugares muito expostos, como cristas e arestas, com muitos ventos e em altitude.

Estude a região que irá montá-la antes de prendê-la ao chão. O quão inclinada será a noite? Tem algum graveto ou pedra no meio do chão da barraca e que ainda não foi tirado? Se chover, estarei protegido da água que escorrerá pelo chão? Estou em um local onde ela poderá escoar facilmente? Alguns solos podem encharcar durante a noite esteja certo de não estar montando a sua casa em cima de um lago...

Fonte: Trilhas e Rumos.