quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Os chatos do mato!

bzzz... Até o mais zen dos aventureiros já perdeu a paciência diante de um irritante zumbido ao pé do ouvido ou de uma picada dolorida na canela. Além de infernizarem a nossa vida, entre as mais de 3.000 espécies catalogadas de mosquitos existem vários transmissores de doenças, como a febre amarela. Conheça alguns dos mais famosos no brasil e aprenda a evitá-los

Anopheles kerteszia cruzii

Quem é: "bad boy" da selva, é um dos principais mosquitos veiculadores da malária.
Esconderijo: o "mala" ama a mata atlântica, e um de seus points prediletos é a serra do Mar.
Hora do rango: o dia todo, mas principalmente à tardezinha. É nesse horário que a fêmea mais necessita de sangue para amadurecer as células que darão origem aos ovos.
Cuidado: sabe aquelas bromélias lindas? Mantenha distância, pois a espécie se cria nesse tipo de planta.
Fuga: já que não há vacina contra a malária, a saída é se precaver com o bom e velho repelente. Quando o sol está se pondo, use blusas de manga comprida e calça.

Haemagogus janthinomys

Quem é: de longe parece um simples mosquitinho indefeso, mas se trata do principal transmissor da febre amarela no Brasil.
Esconderijo: o danado adora sangue de macaco e por isso se instala na copa das árvores. Ataca também perto do chão e, na falta de primatas para petiscar, curte trekkeiros, corredores de aventura e mountain bikers, em especial na costa do país.
Hora do rango: durante o dia, quando está quente, a fêmea costuma sair para dar um rolê e matar a fome.
Cuidado: com buracos nos troncos ou lugares muito úmidos, onde preferem morar. Choveu? A população do bicho aumenta em até seis vezes. Se o dia está quente, então, nem se fale (a temperatura ideal para sua reprodução gira entre 23 ºC e 27 ºC).
Fuga: não tem muito jeito: a melhor defesa é tomar vacina contra a febre amarela, disponível em aeroportos e rodoviárias. Se estiver programando uma viagem pela mata, principalmente a da costa, vacine-se 15 dias antes, para desenvolver imunidade contra a doença.

Mosquitos do gênero Mansonia


Quem são: uns dos insetos mais estressantes do mato. Não transmitem doenças muito graves (com exceção de algumas encefalites), porém são tão abundantes e esfomeados que podem acabar com a diversão. Esconderijo: em toda a área rural do Brasil e, nas cidades, em lugares como parques e reservas.
Hora do rango: no chamado crepúsculo vespertino, ou seja, no cair da noite, quando a temperatura é mais amena. O bichinho é esperto: ao sair nesse horário para lanchar, ele perde menos água para o meio em que vive.
Cuidado: com os chamados aguapés, aquelas plantinhas bonitas que vivem boiando em lagoas e em remansos de rios. Para fl utuar, elas têm ar dentro de suas raízes. É aí que os mosquitos Mansonia grudam seus sifões.
Fuga: infelizmente não há muitas formas eficazes de evitar o inseto. As fêmeas são vorazes, atacam em grupo e possuem um aparelho bucal poderoso, capaz de furar até calça jeans. Se você quiser mesmo fugir, procure um local fechado.

Mosquitos do gênero Simulium

Quem são: os populares e temidos borrachudos.
Esconderijo: Mato Grosso, Minas e Rio. Em São Paulo, no litoral norte - especialmente em Ilhabela, onde fazem a festa em todas as praias.
Hora do rango: preferem fazer sua boquinha de manhã e à tarde, mas, se estiverem famintos, mordem o dia inteiro.
Cuidado: os danados se amarram em cachoeiras, rios e córregos de águas cristalinas e costumam descansar em árvores e plantinhas pelo chão.
Fuga: além de repelentes, uma boa dica para quem for a lugares como Ilhabela é tomar vitamina B6 horas antes de topar com esses insetos de picada dolorida - aliás, a vitamina B6 é efi ciente contra todos os tipos de mosquito, mas deve ser tomada somente para encarar locais com alta densidade de insetos.

Mosquitos do gênero Coquillettidia

Quem são: irritantes até dizer chega, têm características parecidas com as dos Mansonia. Não veiculam muitas doenças, mas têm o poder de tirar a concentração até do mais zen dos atletas outdoor.
Esconderijo: são vidrados em água parada e também costumam se instalar nas raízes dos aguapés.
Hora do rango: assim como grande parte dos mosquitos, preferem as horas do dia em que o sol pega mais leve, como o entardecer.
Cuidado: como atacam em bando e dão várias picadas de uma só vez, podem causar uma série de alergias no corpo devido a um líquido anticoagulante que depositam em nossa pele quando mordem.
Fuga: repelentes, roupas leves de manga comprida e bonés são as únicas armas que temos contra eles. Quem tem propensão a reações alérgicas deve conversar com um médico sobre a possibilidade de tomar algum antialérgico antes de atividades no meio do mato.

CURIOSIDADES
VOCÊ SABIA QUE...

  • ...os mosquitos são atraídos pelo CO2 liberado por nossa respiração? Por isso ficam zumbindo sem parar perto dos ouvido de suas vítimas.

  • ...só as fêmeas picam, enquanto os machos alimentam-se do néctar das flores?

  • ...quem produz muito ácido láctico, liberado durante a atividade física intensa, tem mais chances de ser picado?

Xô, mosquitada!
PRODUTOS BACANAS PARA VOCÊ SE LIVRAR DAS MORDIDAS

MOSQUITEIRO PARA CASAL (NAUTIKA) feito de náilon, deve ser preso à parede e protege até 3 pessoas. Preço sugerido: 31 reais (http://www.nautika.com.br/)

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CITROVELLA (velas perfumadas feitas à base de citronela). Preço sugerido: 9,50 reais (http://www.mterra.com.br/)

Fonte: http://gooutside.terra.com.br

Resultado da enquete.

A enquete chega ao fim, com o seguinte resultado.

Todas as pessoas que responderam a enquete, querem historias e diários de viagem.

75 % querem noticias sobre o campismo.

50% querem tirar novidades e notícias sobre produtos.

Gostaria de pedir aos leitores que nos enviassem suas historias e seus relatos de acampamento. Assim podemos satisfazer melhor a todos.

Obrigado.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A melhor forma de se poteger do frio e da chuva.

Chuva é bom, mas quando você está realizando uma caminhada, uma viagem ou mesmo um esporte de aventura, ela pode se tornar um tanto quanto inconveniente. Resolver o problema é relativamente fácil: basta ter uma boa roupa de chuva.

A tecnologia atual disponibiliza tecidos e modelos para uma diversidade de situações e necessidades. As vestimentas modernas não só protegem da chuva, mas também do vento, da neve e do frio. Várias fábricas disponibilizam uma grande diversidade de capas, ponchos, anoraks, blusões, jaquetas, parcas e calças, feitos em uma variedade de tecidos resistentes à água, em diversos modelos, possibilitando muitas opções de escolha para quem quer encarar uma aventura em um clima não muito amigável.

Antes de escolher a proteção de chuva mais adequada para você, considere primeiro suas necessidades. Pense como e onde você vai usar a roupa de chuva e preveja as piores condições meteorológicas que poderá encontrar. Leve em conta as temperaturas médias que espera encontrar, se o clima é seco ou chuvoso, o tipo de atividade que pretende praticar e, é claro, seu orçamento. Lembre-se que estar caminhando, correndo ou escalando, em uma trilha fácil ou difícil, em uma praia ou em uma montanha, faz toda a diferença na hora de escolher a vestimenta mais apropriada.

Para facilitar na hora da escolha, confira as dicas abaixo e veja qual a roupa ideal para você!

Tecidos

Roupas que protegem da chuva são feitas em três tipos de tecidos: à prova d’água/ respirável; resistente à água/ respirável; e à prova d’água/ não respirável.

  • À prova d’água/ respirável: são tecidos que possuem um tratamento que impede que a água penetre na roupa, ao mesmo tempo em que permitem que o suor se dissipe. Esses tecidos não são 100% à prova d’água ou perfeitamente respiráveis, mas são os mais apropriados para a maioria das atividades e condições climáticas. Existem dois tipos de tecido à prova d’água/ respirável: os laminados (uma membrana é laminada à uma base de nylon ou poliéster) e os revestidos (possuem um acabamento na parte externa que evita que a água seja absorvida pelo tecido).
  • Resistente à água/ respirável: são tecidos que não possuem um tratamento à prova de água, mas por serem extremamente fortes (como nylon ripstop), protegem do vento e de chuvas fracas, ao mesmo tempo em que permitem que o corpo respire (não retêm o suor). São indicados para quem vai praticar atividades de alto nível (corrida, ciclismo, esqui), pois permitem uma maior ventilação. Pelo mesmo motivo, também são mais apropriados para climas mais quentes. As roupas feitas com esse tipo de tecido são mais leves, menos volumosas e mais baratas. No entanto, não são adequadas para proteger em condições climáticas mais intensas, nem durante longos períodos de chuva
  • À prova d’água/ não respirável: são tecidos fortes e duráveis, como nylon revestido com poliuretano ou PVC, que fornece uma ótima proteção contra chuvas mais fortes, não permitindo que a água penetre na roupa, mas no entanto possuem pouca ventilação e retêm o suor do corpo. Portanto, são indicados para atividades leves praticadas em tempos pesados (fortes chuvas ou grandes ventanias). São os mais baratos dos três.

Modelo

Na hora de procurar uma boa proteção contra a chuva, o modelo não é apenas um detalhe a ser considerado, mas um aspecto bem importante. O corte da roupa e seus assessórios (bolsos, zíperes, elásticos, capuzes etc...) contribuem com a função geral da vestimenta. Considere o seguinte na hora de comprar:

  • Parca, jaqueta, anorak ou poncho: jaquetas com zíper frontal de abertura total são mais fáceis de vestir e tirar do que anoraks, que possuem apenas a entrada para a cabeça (como uma camiseta) ou um zíper frontal de abertura parcial. Por outro lado, a existência de muitos zíperes aumenta a chance de vazamento (ou seja, de que a água da chuva penetre). As parcas cobrem os quadris e protegem melhor o corpo todo, mas jaquetas curtas geralmente são mais versáteis e menos volumosas, fornecendo a mesma proteção quando combinada com calças. Ponchos são mais baratos, à prova d’água, e permitem uma grande ventilação.
  • Calças: calças com zíperes laterais nas pernas são mais fáceis de vestir, permite trocas rápidas no meio das trilha e podem ser colocadas por cima de qualquer roupa – até do calçado – sendo ajustadas com o fechamento dos zíperes. No entanto são mais caras. Calças com elástico são mais baratas e fornecem mais proteção em tempos de chuva contínua, mas ao mesmo tempo são menos práticas.
  • Capuz: um capuz integral (costurado à roupa) oferece mais resistência contra a chuva, mas um capuz que pode ser destacado por zíper é mais prático. Geralmente, tanto os capuzes integrais quanto os destacáveis podem ser enrolados ou dobrados e guardados na parte de trás da gola. Uma roupa com capuz significa mais proteção em climas ruins. Dê preferência para capuzes que possuam cordim, permitindo seu ajuste ao rosto, aumentando o conforto e a visibilidade.
  • Proteção do queixo: revestimento interno de lã ou tecido sintético na parte interna da gola, protege seu rosto da abrasão com o zíper e do frio. É um assessório importante em tempos mais frios ou mais chuvosos, quando se usará a blusa por mais tempo, completamente fechada.
  • Bolsos: quanto mais bolsos seu casaco tiver, mais fácil será para você guardar seus equipamentos, ferramentas e quinquilharias. Porém lembre-se: os bolsos cheios vão aumentar bastante o peso da roupa, assim como podem aumentar a probabilidade de vazamentos. Os bolsos devem ser de fácil acesso (fáceis de alcançar, fáceis de abrir e fáceis de fechar) e protegidos para evitar vazamento (de preferência com tampa).
  • Forro: os tecidos à prova d’água/ respiráveis geralmente possuem revestimento de nylon ou poliéster. Revestimentos em redinha pesam menos e permitem uma melhor ventilação que forros sólidos, mas não oferecem muita proteção. Algumas roupas têm forros de materiais “soltos” (costurado apenas nas extremidades), enquanto outras têm forros “colados” diretamente na face interna. Jaquetas mais técnicas possuem forros mais finos para maior conforto durante atividades pesadas.
  • Costuras seladas: costuras seladas são ótimas para roupas à prova d’água, pois evitam que a água penetre pelos furos da costura.
  • Tampa: os zíperes, bolsos, botões e outras aberturas devem possuir uma “tampa”, ou seja, devem ser cobertos pelo tecido, para evitar vazamentos e proteger melhor o usuário.

Design técnico

Algumas roupas de chuva possuem um design mais técnico, que ajudam na performance em atividades mais pesadas ou profissionais - incluindo escalada, montanhismo, expedições, esqui ou atividades na neve. Se for isso que você procura, observe alguns detalhes:

  • Reforço do tecido: previne corrosão e rasgos no traseiro, joelhos, cotovelos e ombros .
  • Cotovelos e joelhos articulados: permitem excelente mobilidade.
  • Proteção à fricção: protege o tecido na parte interna da calça, onde ocorre mais fricção durante longas caminhadas.
  • Mangas mais longas: mantêm os braços cobertos – e protegidos – mesmo quando esticados para alcançar alguma ferramenta.
  • Bainha fechada com cordim: sela contra vento, neve e chuva.

Fonte: http://360graus.terra.com.br/